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2027 será decisivo para conter espiral da dívida pública, alerta economista

Troster aponta que crédito encarecido e inadimplência recorde pressionam próximo governo a ajuste fiscal

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Steve Money
Mesa de Mercado
14 de out de 2026 · 22:04
/ NOTÍCIA FONTE

O economista Roberto Luis Troster, coordenador do Cefeb/Fipe, aponta 2027 como ano crucial para reverter a trajetória da dívida pública brasileira. Segundo sua análise, publicada na coluna Painel S.A. da Folha, o país precisa adotar medidas fiscais e estruturais para recuperar a confiança e abrir espaço para investimentos privados. Troster alerta que o avanço da dívida e os juros elevados estão comprimindo o crédito ao setor privado, com impactos já visíveis: 9 milhões de empresas e 83 milhões de pessoas negativadas, além de 5,36% da carteira de crédito bancário em atraso. As pequenas e médias empresas seriam as mais vulneráveis, por dependerem mais do sistema bancário do que do mercado de capitais. O economista defende reformas para conter o crescimento da dívida, melhorar a qualidade do gasto público e ampliar a competitividade, sem citar especificamente candidatos ou propostas eleitorais.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A análise de Troster esconde uma equação política delicada: o timing de 2027 coincide com o segundo ano do próximo mandato presidencial, quando tradicionalmente governos promovem ajustes impopulares. O silêncio sobre candidatos é estratégico - o economista evita associar sua mensagem a qualquer projeto partidário específico, mantendo relevância independente do resultado eleitoral. Os números citados (83 milhões de negativados) revelam um mercado interno estrangulado, onde o Tesouro Nacional compete com empresas e famílias pelos mesmos recursos. A menção às PMEs como mais vulneráveis não é acidental: elas representam 99% das empresas brasileiras, mas têm menos lobby que grandes corporações para acessar crédito subsidiado. A verdadeira mensagem subjacente é que qualquer governo em 2027 herdará uma bomba-relógio fiscal, com margens manobras cada vez menores conforme a dívida consome parcela crescente do orçamento.

#2027#é#oportunidade#de#virada
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