Adesivo eleitoral exige comunicação prévia à seguradora
FenSeg alerta que alteração no uso do veículo durante campanhas pode cancelar cobertura em caso de sinistro
Motoristas que utilizarem veículos em campanhas eleitorais precisam informar suas seguradoras para evitar perda de cobertura em caso de sinistro, alerta a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Segundo Keila Farias, vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, adesivação com material eleitoral e uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados aumento de risco pelas seguradoras, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos. Mudanças no perfil de uso sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão. Danos a adesivos e prejuízos por tumultos ou vandalismo geralmente não são cobertos por seguros convencionais. A FenSeg recomenda comunicar qualquer alteração na utilização do veículo durante a campanha e consultar o corretor antes de prestar serviços a candidatos.
O alerta da FenSeg sobre seguros veiculares em períodos eleitorais ganha relevância especial no oeste paranaense, onde campanhas municipais costumam mobilizar frota significativa de carros particulares. Na região, com tradição de eleições acirradas em cidades como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, o uso de veículos adesivados é prática consolidada. O risco aumenta em municípios fronteiriços como Guaíra e Santa Helena, onde a circulação transfronteiriça já impõe condições específicas às apólices. O aviso coincide com o início da pré-campanha para 2026, quando vereadores e prefeitos da região costumam estruturar suas equipes. Histórico de TCE-PR mostra que transporte em campanhas foi questionado em prestações de contas em Marechal Cândido Rondon e Palotina. O recado atinge diretamente corretores locais, setor que movimenta R$ 1,2 bi/ano só no oeste do PR segundo o Sincor-PR.