Antofagasta amplia produção de cobre e revisa custos em 2026
Mineradora chilena mantém projeção anual entre 625 mil e 655 mil toneladas do metal.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
A mineradora chilena Antofagasta reportou aumento de 7% na produção de cobre no terceiro trimestre de 2026, totalizando 151.900 toneladas métricas. O desempenho foi impulsionado principalmente pela mina Los Pelambres, localizada na região de Coquimbo, no Chile. A empresa manteve sua projeção anual de produção entre 625.000 e 655.000 toneladas, alinhada com o volume de 653.700 toneladas alcançado em 2025. Simultaneamente, revisou para cima seus custos operacionais, citando aumento global nos preços do diesel. O custo caixa antes de créditos de subprodutos foi ajustado para US$ 2,60 a US$ 2,70 por libra, ante a faixa anterior de US$ 2,40 a US$ 2,60. A companhia também divulgou estimativa preliminar para 2027, projetando produção entre 630.000 e 690.000 toneladas.
O desempenho da Antofagasta reflete a dinâmica do mercado global de cobre, commodity estratégica para setores como construção civil e energia renovável. A região de Coquimbo, onde está localizada a mina Los Pelambres, concentra parte significativa da produção chilena, país que responde por cerca de 28% do cobre mundial. O ajuste nos custos operacionais acompanha a volatilidade dos preços da energia, com impacto direto na margem das mineradoras. No contexto regional, o cobre chileno tem relação indireta com o oeste paranaense através de equipamentos agrícolas e componentes elétricos, setores que utilizam o metal como insumo. A projeção estável para 2026-2027 indica expectativa de demanda sustentada, especialmente da China, principal consumidora global.