Arrecadação federal até agosto de 2026 é a maior desde 2000
Montante de R$ 2,112 trilhões reflete crescimento de 7,12% em relação a 2025.
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A arrecadação de impostos e contribuições federais até agosto de 2026 alcançou R$ 2,112 trilhões, conforme divulgado pela Receita Federal. Esse valor representa um aumento real de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025, após ajuste pela inflação. O montante é o maior registrado para o período desde o ano 2000. Entre os destaques, a Receita Previdenciária somou R$ 507,179 bilhões, com crescimento real de 5,03%, impulsionado pelo aumento de 3,47% na massa salarial e de 5,76% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário. O Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) totalizaram R$ 411,048 bilhões, com alta de 6,11%, influenciados pelo crescimento de 9,26% no lucro presumido e de 19,43% na declaração de ajuste relativa a fatos geradores de 2025. O PIS/Pasep e a Cofins arrecadaram R$ 412,776 bilhões, com crescimento real de 4,52%, impulsionado pelo aumento de 2,01% no volume de vendas e de 2,13% no volume de serviços. O IOF registrou arrecadação de R$ 67,159 bilhões, com alta de 24,11%, após o aumento da alíquota em junho de 2025.
O desempenho da arrecadação federal em 2026 reflete uma conjuntura econômica favorável, com impactos regionais significativos. No oeste do Paraná, o crescimento da massa salarial e do Simples Nacional previdenciário pode estar relacionado ao fortalecimento do agronegócio, setor que movimenta a economia local. A alta no lucro presumido e na declaração de ajuste do IRPJ e CSLL sugere que empresas da região, especialmente do ramo agrícola e de cooperativas, tiveram desempenho positivo. O aumento no volume de vendas e serviços também pode estar associado ao dinamismo do comércio fronteiriço em Foz do Iguaçu, beneficiado pelo câmbio favorável e pelo fluxo de turistas. A elevação da alíquota do IOF, embora nacional, tem impacto direto nas transações cambiais da região trinacional, onde casas de câmbio e operações financeiras são atividades relevantes. Esses dados indicam que a região oeste do Paraná continua a contribuir de forma expressiva para a arrecadação federal, reforçando sua importância estratégica no cenário econômico nacional.