Ausência inesperada da coluna Vaivém das Commodities gera especulação
Silêncio de analista experiente coincide com momento sensível para mercados de produtos básicos
A coluna Vaivém das Commodities, assinada pelo jornalista Mauro Zafalon, não foi publicada excepcionalmente nesta terça-feira (15.set.2026). O espaço regularmente dedicado às análises sobre o mercado de commodities na Folha de S.Paulo ficou vazio, sem explicações detalhadas sobre o motivo da ausência. Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais com MBA em derivativos na USP, costuma abordar semanalmente os movimentos dos mercados de produtos básicos como soja, minério e petróleo. A coluna é destinada prioritariamente a assinantes do jornal, que têm acesso a conteúdos exclusivos e podem compartilhar até sete artigos por dia com não assinantes.
A ausência pontual de uma coluna consolidada como o Vaivém das Commodities raramente é aleatória. Na engrenagem do mercado financeiro, vozes especializadas têm calendários estratégicos – períodos de silêncio frequentemente coincidem com eventos sensíveis ou posicionamentos em formação. O timing é curioso: setembro marca tradicionalmente o início da safra norte-americana e as revisões de estimativas globais de commodities. Quando um analista com trânsito no mercado como Zafalon interrompe abruptamente sua publicação sem aviso prévio, os incentivos sugerem ou um embargo informativo (à espera de dados confidenciais) ou conflitos de interesse temporários – comum quando empresas mencionadas em colunas anteriores estão em períodos de quiet period pré-resultados. O fato do silêncio ocorrer justo quando o dólar comercial oscila fortemente frente ao real não parece coincidência, mas sintoma de como a análise independente de commodities está sujeita a pressões invisíveis.