Bolsas asiáticas sobem com petróleo em queda e expectativa de encontro Trump-Xi
Índices coreano e chinês lideram altas enquanto mercado aguarda reunião bilateral em Washington
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As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira (21/09/2026) em alta, impulsionadas pela queda do petróleo e pela expectativa do encontro entre os presidentes Donald Trump (EUA) e Xi Jinping (China) em Washington. O índice sul-coreano Kospi subiu 1,65%, fechando em 7.007,72 pontos, enquanto o Hang Seng de Hong Kong avançou 1,18%, para 25.042,71 pontos. Em Taiwan, o Taiex registrou alta de 1,14%, alcançando 47.718,84 pontos. O mercado japonês permaneceu fechado devido a feriados locais. Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,97% e o Shenzhen Composto avançou 1,04%, após o Banco Central da China (PBoC) manter suas taxas de juros inalteradas. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, destacou o 'engajamento bem-sucedido' com a China após conversas com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng. O petróleo Brent recuou quase 2,5%, marcando a quarta queda consecutiva, com alívio nas preocupações sobre interrupções nos oleodutos da Arábia Saudita. Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou estável em 8.731,90 pontos.
O movimento positivo nas bolsas asiáticas reflete a cautela dos investidores diante de dois fatores-chave: a volatilidade do petróleo e a geopolítica EUA-China. A queda do Brent (-2,5%) alivia pressões inflacionárias em economias dependentes de commodities, como Coreia do Sul e Taiwan — ambos com forte base industrial. O encontro Trump-Xi, agendado para esta semana, ocorre num momento sensível: a China enfrenta desaceleração econômica, enquanto os EUA preparam eleições legislativas. O comunicado de Bessent sinaliza possível trégua comercial, mas a pauta estratégica (inteligência artificial, Oriente Médio) revela disputas de longo prazo. O fechamento do mercado japonês — tradicional porto seguro — amplificou os fluxos para outros centros asiáticos. Regionalmente, a estabilidade australiana contrasta com a euforia do Leste Asiático, mostrando a fragmentação da resposta ao cenário global.