Cataratas do Iguaçu atingem vazão dez vezes acima da média
Cheia histórica impõe adaptações no parque enquanto Foz se prepara para temporada turística
As Cataratas do Iguaçu registraram vazão de 15,8 milhões de litros por segundo na quarta-feira (14/10), dez vezes acima da média histórica, após chuvas intensas na bacia hidrográfica. O Parque Nacional do Iguaçu, administrado pelo ICMBio, adaptou a visitação com remoção de grades na passarela principal e restrições em áreas de risco. Apesar disso, manteve abertos os circuitos seguros para os 2.500 visitantes diários esperados nesta temporada. O registro aéreo do perfil @dronelepetit mostra a força incomum das quedas, com o rio transbordando sobre formações rochosas normalmente visíveis. A cheia ocorre no início da temporada de chuvas no oeste paranaense, que tradicionalmente vai de outubro a março.
O evento hidrológico extremo nas Cataratas ocorre num momento estratégico para Foz do Iguaçu, que prepara a transição entre a baixa temporada turística e o fluxo intenso de verão. A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Turismo, monitora os impactos nos 150 hotéis da cidade, cuja ocupação média é de 68% em outubro. O fenômeno testa os protocolos de segurança revisados após o incidente de 2019, quando turistas ficaram ilhados nas passarelas durante cheia semelhante. Do ponto de vista econômico, a alta vazão pode representar tanto risco operacional quanto atrativo turístico adicional, como ocorreu em 2014, quando o recorde de vazão (46 milhões de l/s) gerou aumento de 12% na visitação no mês seguinte. O timing coincide com os preparativos para o Festival das Cataratas, programado para novembro.