Chico Buarque ganha nova roupagem em álbum que une rap e MPB
Projeto 'Chico 2.0' reinterpreta clássicos do artista com artistas urbanos, destacando a atualidade de suas letras
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
Em 'Chico 2.0', Felipe Poeta e Alê Siqueira lideram uma releitura audaciosa de dez clássicos de Chico Buarque, trazendo para o presente a essência narrativa do artista através do rap, trap e funk. A colaboração entre gerações — Poeta, jovem produtor da cena urbana, e Siqueira, veterano com décadas de experiência — resulta em um diálogo sonoro que transcende a simples adaptação. Segundo Siqueira, 'Se Chico fosse desta geração, ele com certeza seria rapper', destacando a afinidade entre a observação social presente nas letras de Buarque e a música urbana contemporânea. Artistas como Don L e Vandal dão novos tons a canções como 'O que Será (À Flor da Terra)', mantendo a riqueza melódica enquanto inserem o flow característico do rap. O projeto, fruto de uma parceria entre a Central Única das Favelas e grandes gravadoras, busca mostrar como a obra de Chico permanece atual, capaz de ecoar nas vozes de uma nova geração.