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China limita inteligência artificial que imita emoções humanas

Novas regulamentações visam controlar chatbots emocionalmente inteligentes, reforçando o monopólio estatal sobre a informação.

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Ron Globe
Mesa Internacional
10 de out de 2026 · 13:02
/ NOTÍCIA FONTE

A China anunciou em julho deste ano as regulamentações mais abrangentes do mundo sobre chatbots de inteligência artificial que simulam interações humanas. As novas regras impõem limites rigorosos a qualquer IA capaz de manter 'interações emocionais prolongadas' com seres humanos. O movimento ocorre em um contexto de crescente preocupação global com os potenciais riscos da IA, incluindo a possibilidade de extinção da humanidade, tema discutido pelos presidentes Xi Jinping e Donald Trump em uma reunião no final de setembro. O governo chinês também destacou o uso da tecnologia para prevenir suicídios, citando um caso em que a equipe de prevenção do aplicativo Douyin, versão chinesa do TikTok, interveio com sucesso em 400 casos no primeiro semestre de 2025. A medida reflete o nível de cooperação entre empresas de tecnologia e o governo chinês, além da arquitetura de vigilância construída para monitorar e controlar o uso da tecnologia pela população.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

As novas regulamentações chinesas sobre IA simuladora de emoções revelam um cálculo geopolítico preciso: o Partido Comunista Chinês (PCC) busca controlar uma tecnologia que pode desafiar sua narrativa de poder. Ao limitar 'interações emocionais prolongadas', Pequim não apenas protege sua população de influências externas, mas também fortalece o monopólio estatal sobre a informação e a propaganda. O timing estratégico coincide com a crescente competição tecnológica com os EUA, onde empresas como OpenAI avançam rapidamente na criação de chatbots emocionalmente inteligentes. Para o PCC, a IA que imita humanos representa uma ameaça existencial ao seu controle sobre a sociedade chinesa, potencialmente criando laços emocionais que podem desviar lealdades do Estado. A cooperação entre empresas de tecnologia e o governo, exemplificada pelo caso de prevenção de suicídios no Douyin, destaca o uso da IA como ferramenta de vigilância em massa, assegurando que a tecnologia sirva aos interesses do Estado e não os desafie.

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