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Geopolítica2 MIN

Drogômetro será usado em blitzes da Lei Seca, mas não punirá uso de remédios

Novo aparelho detecta substâncias psicoativas, mas governo garante que uso de medicamentos prescritos não será penalizado

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Ron Globe
Mesa Internacional
23 de set de 2026 · 08:02
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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou a Resolução 1.031/2026, que introduz o uso do 'drogômetro' nas blitzes da Lei Seca. O equipamento detecta substâncias psicoativas como maconha, cocaína, anfetaminas e opioides no organismo do motorista. A medida gerou preocupação entre condutores que fazem uso de medicamentos prescritos contendo essas substâncias, como opioides para dor, anfetaminas para TDAH e canabinoides para diversas condições de saúde.

Adrualdo Catão, secretário nacional de Trânsito, garante que a nova resolução não punirá o uso regular de medicamentos prescritos. Ele explica que a infração ocorre apenas quando o motorista dirige sob o efeito de substâncias que comprometem sua capacidade psicomotora, representando risco para si e para terceiros. A resolução atualiza normas anteriores, que datam de 2013, e busca aprimorar a fiscalização do trânsito.

A implementação do drogômetro ainda depende de regulamentação específica, mas a expectativa é que o equipamento esteja disponível para os agentes de trânsito em breve. O objetivo é aumentar a segurança nas estradas, sem prejudicar motoristas que fazem uso responsável de medicamentos.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A introdução do drogômetro nas blitzes da Lei Seca ocorre em um momento de crescente preocupação com o uso de drogas ilícitas e medicamentos controlados no Brasil. A Resolução 1.031/2026, publicada pelo Contran, reflete uma tentativa de modernizar a fiscalização do trânsito, mas também sinaliza uma estratégia política para reforçar a imagem de rigor e controle sobre questões de segurança pública.

O timing da medida não é aleatório: ela surge em meio a debates sobre políticas antidrogas e à pressão por maior eficácia nas ações de trânsito. Ao garantir que o uso de medicamentos prescritos não será punido, o governo busca evitar críticas da sociedade civil e da indústria farmacêutica, que poderiam ver a medida como um obstáculo ao acesso a tratamentos médicos.

No entanto, a implementação prática do drogômetro ainda depende de regulamentação, o que sugere que o anúncio pode ser mais um gesto simbólico do que uma ação imediata. A medida também abre espaço para futuros ajustes, dependendo da reação pública e da eficácia comprovada do equipamento. Enquanto isso, o governo reforça sua narrativa de combate às drogas e melhoria da segurança no trânsito, sem assumir riscos políticos significativos.

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