Eleições 2026: por que a volatilidade pode ser aliada do trader, segundo Rafi
Estrategista da XP vê oportunidades em distorções de preços durante períodos eleitorais.
Raphael Figueredo, conhecido como Rafi, estrategista de ações da XP, destacou em entrevista ao programa GainCast que a volatilidade do mercado em períodos eleitorais não deve ser vista apenas como um risco, mas também como uma oportunidade. Segundo ele, a volatilidade realizada atualmente está abaixo da média histórica observada em anos de eleição desde 2002, o que pode indicar distorções de preços favoráveis para operações. Rafi enfatiza que oscilações maiores podem revelar oportunidades que não aparecem em mercados mais estáveis, desde que o trader mantenha disciplina e controle de risco. Ele também alerta que eventos inesperados em 2026, ano da próxima eleição presidencial, podem produzir choques de volatilidade mesmo em um mercado aparentemente estável.
A análise de Rafi sobre a volatilidade em períodos eleitorais não é apenas técnica — é política. O timing da entrevista, próxima às eleições municipais de 2024, sugere um movimento estratégico da XP para preparar seus clientes para o cenário de 2026. A volatilidade abaixo da média histórica pode ser vista como um sinal de que o mercado ainda não precificou totalmente os riscos políticos do próximo ciclo eleitoral. Rafi, ao destacar oportunidades em meio à incerteza, alinha-se ao interesse da XP em manter os investidores engajados, mesmo em períodos de turbulência. O fluxo estrangeiro, mencionado como relevante, também indica que o mercado brasileiro continua dependente de capitais externos, o que amplifica o impacto de choques políticos globais. A volatilidade, portanto, não é apenas um fenômeno de mercado — é um termômetro da incerteza política que ainda não foi totalmente absorvida.