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EUA negam visto a líder palestino pela segunda vez antes da Assembleia da ONU

Decisão reforça alinhamento com Israel e isola diplomaticamente a Autoridade Palestina

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Ron Globe
Mesa Internacional
16 de set de 2026 · 23:05
/ NOTÍCIA FONTE

Os Estados Unidos negaram novamente ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o visto para comparecer à Assembleia Geral da ONU em Nova York. Segundo comunicado do Departamento de Estado, a medida se deve à 'incapacidade de realizar reformas' e 'atividades que comprometem as perspectivas de paz'. Esta é a segunda vez consecutiva que Washington impede a presença física de Abbas no principal fórum diplomático mundial.

O governo Trump mantém restrições à OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e autoridades palestinas, acusando-as de buscar 'reconhecimento unilateral' internacionalmente e de glorificar atos terroristas. Em 2025, Abbas foi obrigado a discursar por videoconferência. A postura contrasta com 142 países que reconheceram o Estado da Palestina em conferência recente copresidida por França e Arábia Saudita.

A decisão reforça o alinhamento dos EUA com o governo israelense de Binyamin Netanyahu, que critica ações palestinas no Tribunal Penal Internacional e na Corte Internacional de Justiça como tentativas de 'contornar negociações diretas'. O comunicado oficial menciona especificamente pagamentos a 'terroristas' e conteúdo educativo palestino como motivações para as sanções.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A recusa do visto a Abbas ocorre em momento estratégico: semanas antes das eleições israelenses, onde Netanyahu enfrenta acusações de corrupção e perde apoio entre eleitores de direita. A medida sela aliança com setores conservadores americanos e israelenses, enquanto isola diplomaticamente a liderança palestina.

O timing não é acidental. A Assembleia Geral da ONU seria palco para Abbas denunciar a expansão de assentamentos israelenses e buscar apoio para investigações no TPI. Ao negar seu acesso físico, Washington reduz o impacto midiático do discurso palestino.

Internamente, a decisão atende a dois grupos-chave na base de Trump: evangélicos pró-Israel e eleitores preocupados com segurança nacional. Externamente, reforça a estratégia de pressionar os palestinos a aceitarem negociações nos termos definidos por Washington - sem mediação multilateral.

A exclusão de Abbas do principal fórum diplomático mundial também serve como aviso a outros países que apoiam a causa palestina: mesmo com reconhecimento crescente, o acesso a Washington continua sendo moeda de barganha geopolítica. O cálculo é que, isolada, a liderança palestina possa ceder em pontos considerados intransponíveis.

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