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Ex-ministros e filha de FHC assinam carta de apoio à reeleição de Lula

Documento busca construir ampla coalizão anti-Bolsonaro às vésperas do segundo turno.

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Paul Spider
Mesa de Política
17 de out de 2026 · 17:02
/ NOTÍCIA FONTE

Um grupo de 15 personalidades, incluindo ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, ambientalistas, advogados e intelectuais, assinou uma carta de apoio à reeleição do presidente Lula (PT) neste sábado (17), em São Paulo. O documento, intitulado 'Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil', destaca que a reeleição de Lula representa uma escolha que 'ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas'. Entre os signatários estão Miguel Reale Júnior, José Carlos Dias, Aloysio Nunes, Claudia Costin, José Carlos Carvalho, Beatriz Cardoso (filha de FHC), Rubens Ricupero, Eduardo Giannetti, Fábio Feldmann e Oscar Vilhena Vieira. O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Marina Silva ressaltou que os signatários são 'pessoas do campo democrático, mas não necessariamente dos partidos de esquerda' e que há 'uma profusão de movimentos acontecendo pró-Lula para virar voto'. Alckmin também destacou o apoio de estudantes e a presença de Beatriz Cardoso, filha de FHC, como um sinal de união em defesa da democracia.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A carta pró-Lula assinada por figuras ligadas ao PSDB e ao centro-direita não é apenas um gesto de apoio ao petista, mas uma estratégia de sobrevivência política. O timing é crucial: com o segundo turno das eleições se aproximando, a coalizão anti-Bolsonaro busca consolidar uma frente ampla que vá além do PT. O apoio de Beatriz Cardoso, filha de FHC, e de ex-ministros tucanos sugere uma tentativa de resgatar a imagem do PSDB, que enfrenta uma crise de identidade após anos de derrotas eleitorais. A carta também tenta capitalizar o desgaste de Flávio Bolsonaro, apresentando Lula como a 'única alternativa viável' para evitar o que chamam de 'riscos à interlocução internacional'. No entanto, a ausência de nomes mais jovens ou de novas lideranças indica que o movimento é menos sobre renovação e mais sobre garantir a relevância de uma elite política que teme ser marginalizada. A inclusão de ambientalistas como Fábio Feldmann e Marina Silva busca atrair eleitores preocupados com a agenda socioambiental, mas não há garantias de que essa estratégia será suficiente para mobilizar o centro eleitoral.

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