Flávio Bolsonaro articula alianças no Nordeste para 2026
Senador busca compensar derrota familiar na região com Michelle e vice-presidencial nordestino
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está reforçando sua estratégia eleitoral para 2026 com alianças na região Nordeste, única área do país onde o presidente Lula obteve vitória no segundo turno em 2022. A movimentação inclui aproximação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e articulação com possíveis candidatos a vice-presidente que possam ampliar a penetração do bolsonarismo na região. Apesar de ter conquistado a maioria dos estados no último pleito, Jair Bolsonaro perdeu no Nordeste, onde Lula obteve vantagem significativa. A estratégia familiar busca corrigir essa lacuna eleitoral três anos antes da próxima disputa presidencial.
A estratégia de Flávio Bolsonaro expõe a fragilidade do bolsonarismo no Nordeste e a urgência de criar uma ponte eleitoral antes que o PL se torne irrelevante na região. O timing não é casual: em 2024, eleições municipais testarão a força local da máquina petista. Michelle Bolsonaro funciona como ativo simbólico - seu perfil menos polarizado pode suavizar a rejeição ao clã. Já a busca por um vice nordestino revela o cálculo de que o sobrenome sozinho não basta. O movimento é defensivo: sem ganhar território no Nordeste, qualquer projeto presidencial em 2026 nasce capenga. A ironia? Bolsonaro agora tenta copiar a estratégia de Lula em 2002, quando escolheu José Alencar para ampliar sua base.