Flávio Bolsonaro tenta derrubar canal de Janones no WhatsApp e TSE cobra explicações
Disputa judicial acirra guerra digital entre bolsonaristas e petistas no segundo turno presidencial
O corregedor-geral eleitoral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, apresente esclarecimentos em 72 horas sobre ação que move contra o presidente Lula (PT), o vice Alckmin (PSB) e o deputado André Janones (Rede-MG). A ação pede a cassação do registro da chapa Lula-Alckmin, inelegibilidade dos responsáveis por supostas práticas abusivas e a suspensão do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp, que teria 3 milhões de seguidores. Flávio acusa Janones de coordenar estrutura de desinformação e usar recursos públicos para ataques. Janones nega, diz que canal ainda não começou oficialmente e que a ação é tentativa de barrar mobilização para o segundo turno.
O timing é tudo: a ofensiva judicial de Flávio contra Janones chega quando o canal pró-Lula supera 3 milhões - capital político liquido. O TSE age como árbitro, mas a disputa real é pelo controle das redes como campo de batalha eleitoral. Janones, operador de guerrilha digital petista, converteu seu capital de viralização em moeda de troca com o Planalto. O PL, por outro lado, tenta judicializar a disputa onde perde em engajamento orgânico. Os incentivos são claros: quem controla os algoritmos controla narrativas, e o TSE será forçado a arbitrar entre liberdade de expressão e regras eleitorais cada vez mais obsoletas para a era digital.