Granja de Santa Catarina transforma codornas em carne para exportação
Propriedade abate até 16 mil aves por dia, com metade da produção destinada ao mercado internacional
No oeste de Santa Catarina, uma granja em Coronel Freitas está ampliando o mercado de codornas, tradicionalmente conhecidas por seus ovos, para a produção de carne. A propriedade abate entre 15 mil e 16 mil codornas diariamente, exportando metade da produção. A carne também é utilizada em pratos locais, como a codorna recheada preparada por Marta Bianchin em Arvoredo, que combina carne bovina, queijo ralado, milho e azeitona. A granja iniciou a produção de codornas de corte há cinco anos, focando exclusivamente na criação para abate, sem destinar os ovos para consumo. A reprodução ocorre em matrizeiros, onde cada gaiola abriga 40 aves, com cuidados rigorosos de higiene e ambiente controlado para garantir alta produtividade.
A expansão da produção de carne de codorna em Coronel Freitas reflete uma estratégia de nicho no agronegócio, onde a granja capitaliza a demanda crescente por proteínas alternativas e a lacuna de mercado para exportação. Ao focar exclusivamente na criação para abate, a propriedade evita a competição direta com o já saturado mercado de ovos de codorna. A escolha por codornas europeias, conhecidas por seu rápido crescimento, e o controle rigoroso do ambiente de produção são decisões que otimizam custos e maximizam a eficiência. A exportação de metade da produção sugere uma aposta em mercados internacionais que valorizam produtos diferenciados, enquanto a utilização local em pratos como a codorna recheada ajuda a consolidar a carne de codorna como uma opção gastronômica viável, criando demanda interna e reduzindo riscos de dependência exclusiva do mercado externo.