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Índice de preços de alimentos da FAO sobe 1,5% em setembro

Gargalos logísticos e eventos climáticos pressionam commodities agrícolas globais.

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Clara Rosa
Mesa Oeste PR
02 de out de 2026 · 12:02
/ NOTÍCIA FONTE

O Índice de Preços de Alimentos da FAO registrou alta de 1,5% em setembro de 2026, atingindo 136 pontos, conforme divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O economista-chefe da FAO, Maximo Torero, atribuiu o aumento a interrupções logísticas no Estreito de Ormuz e no Mar Negro, combinadas com impactos climáticos que afetaram a produção agrícola global. O Índice de Preços de Cereais subiu 5,1% em relação a agosto, com destaque para o trigo, que teve alta de 6,3% devido a condições climáticas adversas na América do Norte e restrições no Mar Negro. O milho também registrou aumento de 5,6%, influenciado por preocupações com rendimentos nos EUA e gargalos logísticos. O açúcar teve alta de 6,1%, impulsionado por expectativas de menor oferta global, enquanto os óleos vegetais subiram 0,9%. Por outro lado, os preços da carne recuaram 1,1%, e os lácteos tiveram queda de 0,1%. A FAO projetou a produção global de cereais em 2,98 bilhões de toneladas para 2026, uma redução de 2,1% em relação ao ano anterior.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O aumento do Índice de Preços de Alimentos da FAO reflete desafios globais que têm impacto direto no oeste do Paraná, região fortemente dependente do agronegócio. A alta no preço do milho, por exemplo, pode beneficiar produtores locais, mas também pressiona custos para cadeias como aves e suínos, que dependem do grão como insumo. A logística é um ponto crítico: o Mar Negro e o Estreito de Ormuz são rotas estratégicas para exportações brasileiras, e qualquer interrupção afeta diretamente os portos de Paranaguá e Santos, por onde passam boa parte das commodities produzidas na região. Além disso, os eventos climáticos mencionados pela FAO já têm reflexo local, com a seca no Norte do Paraná impactando safras de milho e soja. A alta do açúcar também pode beneficiar usinas da região, mas o cenário de incertezas climáticas e logísticas exige atenção dos produtores locais, que precisam se adaptar a um mercado global cada vez mais volátil.

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