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Liberdade de Expressão vs. Imagem Corporativa: O Dilema das Redes Sociais em Tempos Eleitorais

Especialistas apontam os limites tênues entre manifestação política pessoal e responsabilidade profissional

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John Music
Mesa de Cultura
23 de set de 2026 · 04:03

O fervor eleitoral transforma as redes sociais em arena de disputas ideológicas, mas o que parece exercício legítimo de cidadania pode ter custos profissionais imprevistos. A Constituição garante a liberdade de expressão, porém o mercado impõe suas próprias regras não escritas — onde o direito individual esbarra na preservação da imagem corporativa. Paula Borges, advogada trabalhista, esclarece: empresas não podem censurar opiniões em perfis pessoais, mas estabelecem cercadinhos jurídicos através de códigos de conduta especialmente para cargos de representação. A armadilha está na elasticidade do conceito de "dano à imagem" — quando um post deixa de ser visto como opinião pessoal e passa a ser lido como posicionamento institucional. O funcionário médio tem mais margem de manobra que um diretor, mas todos arriscam quando a crítica política escorre para ataques pessoais ou vazamento de informações confidenciais. Nas eleições de 2026, cada like e share será menos um ato de militância e mais um teste de leitura de contexto — saber quando o algoritmo do trabalho se sobrepõe ao da convicção pessoal.

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