Masters de Cincinnati: Gaúchos buscam eco do passado em quadras de Ohio
Enquanto Draper e Monfils carregam o peso das expectativas, brasileiros tentam resgatar glórias de uma era que já não existe mais
O tênis brasileiro chega a Cincinnati como um fantasma bem-vestido. A busca pelo 19º título de Masters 1000 - o primeiro desde 2016 - tem mais de ritual nostálgico que projeto esportivo. Enquanto isso, no mesmo torneio, jovens como Jack Draper carregam no rosto a pressão de ser 'o próximo', e veteranos como Gaël Monfils dançam sua valsa familiar entre lesões e lampejos de genialidade. A quadra dura de Ohio vira palco para três atos distintos: os sul-americanos que tentam reviver um passado glorioso, os europeus que carregam o futuro nas costas e os franceses que insistem em não virar peça de museu. O torneio funciona como espelho cruel - mostra exatamente onde cada um está na hierarquia do circuito. Para os brasileiros, resta saber se ainda há espaço nesse teatro para um enredo surpresa, ou se estarão condenados a papéis coadjuvantes numa peça escrita por outras mãos.