'Minha Terra Estrangeira' traz o olhar indígena para além da luta
Debate após sessão gratuita na terça reúne Txai Suruí, João Moreira Salles e Ubiratan Suruí para discutir representação e humanidade
A Folha promove nesta terça (22) uma sessão gratuita do documentário 'Minha Terra Estrangeira', seguida de debate com Txai Suruí, João Moreira Salles e Ubiratan Suruí. Dirigido pelo Coletivo Lakapoy, Louise Botkay e Salles, o filme acompanha Almir Suruí, cacique geral do povo Paiter Suruí e candidato a deputado federal em 2022, e sua filha Txai, coordenadora da Associação Kanindé, nas vésperas das eleições. O timing não é casual: Rondônia, estado mais desmatado da região Norte, tem suas florestas remanescentes concentradas em terras indígenas, alvo constante de grileiros e garimpeiros. Mas a obra avança além do registro político. Como destacou Txai em entrevista à Folha no ano passado, 'falta no cinema um olhar de humanidade para nós'. O filme busca mostrar os indígenas não apenas na luta, mas como um povo amoroso e coletivo — dimensão rara na representação midiática tradicional. A sessão ocorre no Espaço Petrobras de Cinema, com ingressos liberados uma hora antes.