Nova Zelândia adere ao coro contra Infantino
Federação pede revisão independente após frustração com plano de investimentos privados e crescente divisão no futebol mundial
A Federação de Futebol da Nova Zelândia (NZF) tornou-se a mais nova voz a ecoar o descontentamento com Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016. Em comunicado divulgado nesta sexta (14), a NZF anunciou a retirada de apoio ao dirigente e defendeu uma revisão independente para restaurar a confiança na entidade máxima do futebol. O pedido surge na esteira do fracasso do plano de Infantino de abrir a Fifa a investidores privados, iniciativa vista por críticos como uma ameaça à governança transparente e democrática do esporte.
A decisão neozelandesa segue uma carta aberta assinada na semana passada por três confederações continentais — Europa, América do Norte/Central/Caribe e Ásia — que acusaram Infantino de quebrar a confiança "por meio de artimanhas". Embora a Confederação de Futebol da Oceania (OFC), da qual a NZF faz parte, tenha evitado pedir a saída do presidente, seu comunicado reforçou a importância de boa governança, transparência e respeito aos processos institucionais.
O cenário atual de crise e divisão no futebol internacional traz uma janela crítica para a Fifa. Em março de 2027, Infantino deve buscar a reeleição. Mas o crescente mal-estar entre confederações sugere que o caminho até lá pode ser turbulento. A NZF definiu o momento como uma "oportunidade" para reforçar credibilidade e transparência na gestão do esporte. Resta saber se outras associações seguirão o exemplo ou se o terremoto político ficará circunscrito aos All Whites.