O Lakers vira peça de xadrez para bilionários em jogo de egos e status
Compra por US$ 12 bi transforma mito da NBA em ativo de luxo para elite que já coleciona times como troféus
Bob Iger e Josh Kushner pagaram caro pelo brinquedo novo. O ex-CEO da Disney e o investidor de venture capital desembolsaram US$ 12 bilhões pelos Lakers não pelo histórico de 17 títulos, mas pelo direito de sentar na primeira fila do teatro mais glamoroso do basquete. A transação diz menos sobre esporte e mais sobre a NBA como clube fechado para bilionários em busca de status. Kushner, que já flertou com expansão para Las Vegas, trocou o pragmatismo pelo simbolismo. E Iger, que mal saiu da Disney e já comprou um time de futebol feminino, mostra que CEOs aposentados hoje não jogam golfe — colecionam franquias esportivas como quem monta galeria de arte. Enquanto torcedores celebram a 'honra' do comunicado polido, a verdade é que os Lakers agora são parte do portfólio de homens acostumados a tratar empresas como peões no tabuleiro de xadrez do capitalismo de elite. O basquete passa, o status fica.