Papa condena eutanásia como 'falsa compaixão' em Lourdes
Leão XIV reforça ensinamentos católicos sobre a vida durante visita à França.
O Papa Leão XIV condenou a legalização da eutanásia durante sua visita a Lourdes, na França, neste domingo, 27 de setembro de 2026. Classificando a prática como uma 'falsa compaixão' imoral, o pontífice reafirmou os ensinamentos católicos sobre a santidade da vida. O discurso ocorreu em um contexto em que a França recentemente aprovou legislação permitindo a morte assistida para adultos com doenças incuráveis. Leão celebrou uma missa para cerca de 150 mil pessoas, muitas delas enfermas ou com deficiências, no gramado ao lado da basílica principal de Lourdes. Ele visitou ainda um centro de assistência a enfermos no santuário, encorajando aqueles que enfrentam 'dores terríveis' a reconhecerem sua dignidade inerente. 'O que é legal não é necessariamente moral', afirmou, recebendo aplausos da multidão. Lourdes é um importante destino de peregrinação para fiéis que buscam cura nas águas da fonte da Gruta de Lourdes, onde a Igreja Católica reconheceu visões da Virgem Maria em 1858.
A visita do Papa Leão XIV a Lourdes ocorre em um momento delicado para a Igreja Católica na França, país que, apesar de suas raízes católicas profundas, tem adotado políticas progressistas em questões como o fim da vida. A França aprovou recentemente a morte assistida, colocando-se em rota de colisão com os ensinamentos católicos que defendem a vida desde a concepção até a morte natural. Lourdes, conhecida como um santuário de cura e esperança, tornou-se o palco ideal para o Papa reforçar essa mensagem. A escolha do local não é casual: além de sua importância histórica e espiritual, Lourdes atrai milhões de peregrinos anualmente, muitos deles enfermos ou com deficiências, o que reforça o discurso de Leão sobre a dignidade da vida em todas as suas formas. A visita também ocorre em um contexto global de debates sobre eutanásia e morte assistida, com países como Canadá, Holanda e Bélgica já tendo adotado legislações semelhantes. Ao se posicionar contra essas práticas, o Papa busca não apenas reafirmar a doutrina católica, mas também oferecer uma alternativa espiritual para aqueles que enfrentam o sofrimento e a terminalidade.