Peter Max: O artista que coloriu a contracultura
Ícone da pop arte psicodélica, Max traduziu o espírito hippie em obras que estamparam de selos postais a navios de cruzeiro
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Peter Max, cujo trabalho vibrante e psicodélico personificou o movimento flower power dos anos 1960, morreu aos 88 anos. Nascido em Berlim em 1937, fugiu da Alemanha nazista ainda criança, percorrendo Xangai, Tibete e Paris antes de se estabelecer em Nova York aos 16 anos. Sua arte, marcada por cores neon e formas espiraladas, conquistou espaços improváveis: das capas das Páginas Amarelas de Manhattan à fuselagem de um Boeing 777. Apesar do sucesso mainstream, Max nunca perdeu o frescor transgressor que o tornou ícone da contracultura. Seus pôsteres cobriam paredes de dormitórios universitários, enquanto seu estilo influenciava de artistas plásticos a designers gráficos. Max navegou a linha tênue entre arte e produto com uma desenvoltura que poucos alcançaram, transformando sua estética em parte intrínseca da cultura visual norte-americana. Seu legado permanece como um testemunho vívido de como arte comercial pode ser, simultaneamente, disruptiva e popular.