PL amplia liderança na Câmara e consolida polarização com PT
Bancada bolsonarista cresce 23 cadeiras, enquanto PT avança apenas cinco; centrão perde espaço.
O PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, ampliou sua liderança na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, elegendo 121 deputados federais e 19 senadores. O partido ocupa agora 23,6% das cadeiras, enquanto o PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, elegeu 70 deputados e seis senadores. A diferença entre os dois partidos é de 51 assentos na Câmara. Entre os destaques individuais, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) foram os mais votados, ultrapassando 3 milhões de votos cada. Erika Hilton (PSOL-SP) ficou em terceiro, com 1,6 milhão. Outros partidos com desempenho relevante incluem União Brasil (46 deputados), PSD (43), PP e Republicanos (41 cada). Na comparação com a legislatura anterior, o PL ganhou 23 cadeiras, o maior crescimento em números absolutos. O PT avançou cinco assentos, enquanto partidos como União Brasil, PSDB, PSD e PP perderam entre cinco e seis cadeiras cada.
O crescimento do PL na Câmara não é apenas uma vitória eleitoral – é um movimento estratégico para o segundo turno presidencial. Com 121 deputados, Flávio Bolsonaro garante uma base robusta no Congresso, independentemente do resultado das urnas. O PT, por outro lado, mesmo com Lula no segundo turno, perde força relativa: sua bancada cresceu apenas cinco cadeiras, insuficiente para contrabalançar o avanço bolsonarista. Os números revelam um Congresso mais polarizado e menos propenso a acordos de centro. A queda de partidos como União Brasil e PSDB mostra o esvaziamento do chamado 'centrão', que tradicionalmente negociava com o governo de plantão. O PL não só ampliou sua bancada como consolidou figuras como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, que agora têm capital político para influenciar a base aliada. O cenário aponta para um presidencialismo de coalizão mais difícil, seja com Lula ou Flávio no Planalto.