Polymarket busca reclassificação como empresa financeira na Europa
Plataforma de mercados de previsão pressiona reguladores para escapar das leis de jogos de azar.
A Polymarket, plataforma de mercados de previsão sediada em Nova York, iniciou uma campanha de lobby junto a reguladores europeus e britânicos para ser classificada como empresa de serviços financeiros, e não de apostas. A empresa, avaliada em mais de US$ 20 bilhões, busca regulamentação sob as regras da Mifid, que supervisionam serviços financeiros, em vez das leis de jogos de azar, que variam por país. A Polymarket argumenta que seus contratos devem ser tratados como derivativos, uma tese que já teve algum sucesso nos Estados Unidos, onde a CFTC supervisiona seus mercados como derivativos financeiros. A empresa tem se reunido com a Esma, a Comissão Europeia e reguladores nacionais, além de ter ingressado na Blockchain For Europe e iniciado diálogos com outros grupos empresariais europeus.
A estratégia da Polymarket de buscar reclassificação como empresa financeira na Europa revela uma tentativa de contornar as restrições mais duras impostas pelas leis de jogos de azar. A empresa, que já opera sob a supervisão da CFTC nos EUA, tenta replicar esse modelo na Europa, onde os mercados de previsão são proibidos para investidores de varejo. O timing é crucial: a Polymarket busca expandir sua presença global em um momento de crescente interesse por mercados alternativos e criptomoedas. A abordagem da empresa sugere um cálculo político: alinhar-se com reguladores financeiros, que tendem a ser mais flexíveis do que as autoridades de jogos de azar. No entanto, a disputa nos EUA entre a CFTC e alguns estados sobre a classificação desses mercados indica que o caminho na Europa pode ser igualmente turbulento. A entrada na Blockchain For Europe e as conversas com outros grupos empresariais sugerem uma estratégia de coalizão para pressionar por mudanças regulatórias.