'Quem Ama Cuida' resgata mitologia do vilão perfeito em meio a reviravoltas previsíveis
Roteiro investe em falsas pistas jurídicas que já foram clichê na era das telenovelas dos anos 2000
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
A volta do assassino de Arthur em 'Quem Ama Cuida' cumpre função industrial precisa: reaquecer audiência com revelação programada. Quando a Globo resgata arquétipos do mal absoluto — agora disfarçado de perito corrupto — repete fórmula que já rendeu dividendos em 'A Favorita' (2008) e 'Avenida Brasil' (2012). O sumiço de provas e laudos adulterados são recursos tão antigos quanto previsíveis, sintoma de um gênero que trocou complexidade psicológica por suspense mecânico. Que Leticia Colin e Antonio Fagundes sustentem cenas com classe apenas comprova: o verdadeiro crime é desperdiçar talentos em tramas que já nascem datadas.