Token pró-Flávio entra em colapso após ação do TSE e disputa interna
Grupo de investidores cobra responsáveis por prejuízos enquanto projeto tenta se desvincular da campanha eleitoral.
A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.
O grupo responsável pelo token B22, que promove o candidato Flávio Bolsonaro (PL), está envolto em conflitos após prejuízos financeiros e cobranças entre participantes. Mensagens em um grupo de WhatsApp revelam tensões entre os investidores, incluindo pressão para sustentar o valor da criptomoeda após quedas significativas. Kevim Flores, um dos principais divulgadores, acusou participantes de venderem seus tokens e os chamou de 'frouxos', exigindo que o preço subisse. O token, inicialmente associado à campanha de Flávio e a uma suposta causa social em Uganda, enfrentou reações negativas após uma ação judicial do PT no TSE, que acusou abuso de poder econômico. O grupo africano Hypers Kids Africa, parceiro inicial, devolveu os tokens e se desculpou, enquanto o site do B22 retirou menções políticas e suspendeu incentivos eleitorais até o final das eleições.
A crise do B22 expõe a frágil intersecção entre cripto-ativismo e política eleitoral. O frame oficial — um 'empreendimento social' — cedeu ao frame real: esquema de pump-and-dump disfarçado. Cui bono? Flores e aliados, que agora tentam salvar o projeto após o TSE entrar no radar. O timing é crucial: a 15 dias do segundo turno, a estratégia de monetizar memes pró-Flávio ruiu quando o PT judicializou a jogada. O silêncio do PL sobre o caso fala alto — o partido evita associar-se ao fracasso, mas colheu o engajamento inicial. A omissão mais gritante? Quem financiou a liquidez inicial do token e quem lucrou antes da queda. A 'causa social' foi cortina de fumaça: quando a pressão chegou, Uganda virou peso. Agora, o recuo tático mira reduzir danos até a eleição, mas o estrago já está feito: o expediente revela como a radicalização bolsonarista tenta — e falha — em monetizar o ódio ao PT.