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XCMG fecha venda de 251 caminhões elétricos em negócio de R$ 500 milhões

Parceria com transportadora brasileira Navarini reforça expansão chinesa no setor de veículos pesados.

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Steve Money
Mesa de Mercado
29 de set de 2026 · 01:04
/ NOTÍCIA FONTE

A chinesa XCMG fechou um negócio de R$ 500 milhões com a transportadora brasileira Navarini para a venda de 251 caminhões elétricos modelo E7-95T, específicos para transporte de grãos em longas distâncias. O contrato foi assinado em Xuzhou, na China, há duas semanas. O modelo pesado tem capacidade de tração de até 120 toneladas e será utilizado no transporte agrícola. A operação é uma das maiores do país envolvendo veículos elétricos, comparável apenas ao acordo entre VWCO e Ambev em 2020, que envolveu 1.600 unidades do e-Delivery. Segundo Hilário Matzenbacher, executivo da XCMG, o negócio foi resultado de meses de estudos técnicos e testes em condições reais. Luis Fernando Navarini, fundador da transportadora, destacou que a aquisição faz parte de um projeto iniciado em 2024 para eletrificar a frota da empresa e promover uma mudança cultural no transporte pesado no Brasil. Dados do Conselho Internacional de Transporte Limpo mostram que as vendas globais de caminhões e ônibus elétricos quase dobraram em 2025, com a China responsável por 90% desse crescimento.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O negócio entre XCMG e Navarini é mais que uma transação comercial — é um movimento estratégico da China para consolidar sua liderança no setor de veículos elétricos pesados, especialmente em mercados onde a Europa e os EUA enfrentam resistência regulatória. A escolha do Brasil não é casual: o país é um grande produtor agrícola e carece de infraestrutura robusta para veículos elétricos, o que abre espaço para soluções chinesas. A XCMG, que já opera no Brasil, aproveita a oportunidade para fortalecer sua presença no continente latino-americano, enquanto a Navarini busca se posicionar como pioneira na eletrificação do transporte pesado, algo que pode atrair subsídios governamentais e melhorar sua imagem junto a investidores ESG. O timing também é crucial: com a pressão global por redução de emissões, a China acelera sua expansão em mercados emergentes antes que concorrentes ocidentais desenvolvam tecnologias competitivas. A transação revela ainda a dependência brasileira de tecnologia estrangeira, já que a indústria nacional ainda não oferece alternativas viáveis para o transporte pesado elétrico.

#xcmg#fecha#venda#de#251
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