Bohrer muda o script: de coadjuvante no Brasil a protagonista na Itália
Tenista se junta a equipe de treinamento europeia enquanto Federer ensaia nostalgia em Londres
A investigação que a matéria não cobriu. Conexões, contexto histórico, fontes extras.
Enquanto Roger Federer reaparece na Laver Cup como espectador de luxo - o palco de sua despedida em 2022 -, a brasileira Laura Bohrer escreve ato novo em sua carreira. Aos 24 anos, a catarinense troca os torneios satélites sul-americanos pela temporada italiana, onde integra equipe de treinamento baseada em Parma. A jogada chega após temporada discreta no circuito ITF (12 vitórias em 22 jogos), mas revela cálculo estratégico: Bohrer mira o salto qualitativo que vem transformando tenistas em 'europeizadas' - casos de Bia Haddad e Laura Pigossi. O cenário é propício: a Itália vive boom do tênis feminino pós-Camila Giorgi, com nove jogadoras no top 300. Resta saber se Bohrer, hoje ranking 450, conseguirá roubar cena nesse teatro mais competitivo. Enquanto isso, em Londres, Federer assiste à peça que já foi sua - prova de que no tênis, como no teatro, os papéis são sempre temporários.