Brasil domina Argentina e já mira Los Angeles 2028
No teatro consagrado do Maracanãzinho, seleção faz clássico virar mero trâmite burocrático rumo à Olimpíada
O ritual foi cumprido com eficiência burocrática. No mesmo palco onde já escreveram tragédias e comédias, Brasil e Argentina encenaram mais um ato previsível do vôlei continental: 3 a 0, 10 mil assistindo, 17ª vaga olímpica garantida. Os números contam a história, mas não a psicodrama. Darlan (17 pontos) foi o solista, Lucarelli o guardião da rede, Cachopa o maestro. A plateia assoviou a prelúdio, mas aplaudiu o desfecho. A Seleção cumpre agora o roteiro de sempre: em 2027, Liga das Nações e Copa do Mundo serão ensaios para a obsessão real — o quarto ouro, 16 anos após Londres. Enquanto isso, o tablado sul-americano segue sendo seu camarim particular.