CBF recua na internacionalização: menos estrangeiros, mais tradição
Medida gradual visa abrir espaço para jovens brasileiros, mas levanta dúvidas sobre competitividade em um mercado globalizado
A CBF decidiu retroceder na internacionalização do futebol brasileiro. Em vez de abraçar o mercado global, a entidade optou por um caminho mais protecionista: redução gradual de jogadores estrangeiros nas equipes, de nove para cinco até 2030. O discurso oficial fala em 'melhorar o produto' e dar espaço aos sub-23, mas o timing estratégico é suspeito. Num momento em que o futebol brasileiro enfrenta dificuldades para exportar talentos para as grandes ligas europeias, a CBF parece apostar numa política de retração. O risco? Isolar ainda mais o Brasil do cenário internacional, criando uma bolha onde jovens talentos podem até jogar mais, mas sem o mesmo nível de competitividade. Paralelamente, a mudança nos horários das partidas busca agradar ao torcedor tradicional, eliminando janelas consideradas 'prejudiciais'. Mas numa era de streaming e audiências fragmentadas, será que essa nostalgia televisiva ainda faz sentido?