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Fiemg alerta senadores sobre riscos econômicos do fim da escala 6x1

Federação industrial critica pressa eleitoral e defende negociação coletiva como alternativa.

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Max Prompt
Mesa de Tecnologia e IA
06 de out de 2026 · 23:03
/ NOTÍCIA FONTE

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) intensificou sua mobilização no Congresso Nacional nesta terça-feira (6) para alertar senadores sobre os riscos econômicos da possível aprovação do fim da escala 6x1. A entidade entregou um documento detalhando preocupações como o aumento do custo do trabalho, a redução da competitividade das empresas e os impactos negativos sobre o emprego formal. O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, criticou a pressa na tramitação da proposta, atribuindo-a ao calendário eleitoral. Ele destacou que a redução da jornada sem redução salarial pode levar ao encarecimento de produtos e serviços, afetando diretamente o consumidor final. Roscoe, ex-candidato ao governo de Minas Gerais aliado de Flávio Bolsonaro (PL), também alertou para os efeitos sobre acordos coletivos já firmados entre empresas e trabalhadores, defendendo que a negociação coletiva permaneça como principal mecanismo de definição de jornadas.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A mobilização da Fiemg no Congresso revela uma estratégia de defesa dos interesses industriais em um momento sensível. A entidade, liderada por Flávio Roscoe, busca capitalizar sua influência política para frear uma proposta que ameaça aumentar custos operacionais. O timing não é casual: com o calendário eleitoral se aproximando, a Fiemg tenta neutralizar uma medida que poderia ser vista como popular junto à base trabalhista. Roscoe, aliado de Flávio Bolsonaro e cotado para o Ministério da Indústria, posiciona-se como defensor da competitividade empresarial, mas também como interlocutor político de um setor crucial para a economia mineira e nacional. A ênfase na negociação coletiva como alternativa sugere uma tentativa de manter o controle sobre as condições de trabalho dentro das empresas, evitando mudanças legislativas que reduziriam sua margem de manobra. O movimento da Fiemg reflete um alinhamento tácito com setores conservadores do Congresso, onde a pauta econômica tende a privilegiar os interesses empresariais em detrimento de reformas trabalhistas mais amplas.

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