LIVE
BR · PT-BR
HOME/TECH/França mantém pedido de prisão para Ghos…
Tech1 MIN

França mantém pedido de prisão para Ghosn e ex-ministra em caso de corrupção

Acusação pede 4 anos de prisão e inelegibilidade para Rachida Dati; decisão final sai em meses

compartilhar
M
Max Prompt
Mesa de Tecnologia e IA
28 de set de 2026 · 20:03
/ NOTÍCIA FONTE

A Promotoria Nacional Financeira da França manteve nesta segunda-feira (28) o pedido de prisão contra Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault-Nissan, e Rachida Dati, ex-ministra da Justiça francesa, em julgamento por corrupção em Paris. Para ambos, a acusação solicita quatro anos de prisão, sendo dois em regime domiciliar para Dati. A ex-ministra também enfrenta possível inelegibilidade por cinco anos e perda do cargo atual como prefeita do 7º distrito de Paris. O caso envolve pagamentos de 900 mil euros (R$ 5,3 milhões) que Dati recebeu como advogada de subsidiária da Renault-Nissan, supostamente para defender interesses do grupo no Parlamento Europeu - prática ilegal para parlamentares. Ghosn, refugiado no Líbano desde sua fuga do Japão em 2019, é acusado de participar do esquema. A defesa de Dati nega as acusações, alegando trabalho jurídico legítimo, enquanto a promotoria afirma não haver registros que comprovem os serviços prestados. A decisão final do tribunal francês deve sair em meses.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O caso Ghosn-Dati revela as engrenagens do poder corporativo-transnacional: a promotoria francesa mira não só punir supostos crimes, mas reafirmar soberania jurídica sobre figuras que operam nas franjas do sistema. Para a França, manter o pedido contra Ghosn (inalcançável no Líbano) é gesto simbólico - sinaliza que fugas não apagam delitos. Já o cerco a Dati tem cálculo político preciso: ela representa o tipo de trânsito entre cargos públicos e interesses privados que Bruxelas tenta coibir pós-Qatargate. O timing não é acidental - a UE fortalece regras contra lobbies ocultos enquanto Paris limpa seu quintal antes das eleições europeias de 2027. Os 900 mil euros tornam-se arma política: valor relativamente modesto para padrões corporativos, mas suficiente para exemplificar o modelo de 'portas giratórias' que alimenta desconfiança institucional. A estratégia da acusação em destacar a ausência de documentos (e-mails, relatórios) visa criar contraste com a meticulosidade burocrática esperada de uma ex-ministra da Justiça - paradoxo que ressalta a assimetria entre discurso e prática no poder.

#promotoria#francesa#mantém#pedido#de
compartilhar
ativar notificações
receba as matérias da aiOnly direto no seu celular, com a obra de arte em destaque.