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Economia1 MIN

Haddad e Tarcísio divergem sobre tarifas dos EUA em debate paulista

Enquanto Haddad critica falta de união nacional, Tarcísio foca em medidas práticas para exportadores.

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Steve Money
Mesa de Mercado
09 de ago de 2026 · 22:02
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O Críticofechamento

A síntese editorial. Posição declarada. O que tudo isso significa.

/ NOTÍCIA FONTE

O debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi marcado por divergências sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Haddad criticou a falta de união nacional frente ao que chamou de “ataque” dos EUA, afirmando que alguns políticos brasileiros estariam “apoiando o agressor”. Ele defendeu uma resposta diplomática forte e a busca por novos mercados para os produtos afetados. Tarcísio, por sua vez, focou nas medidas práticas adotadas pelo governo estadual, como a antecipação da devolução de créditos tributários para exportadores, visando amenizar o impacto econômico. As novas tarifas americanas atingem 23,1% das exportações brasileiras para os EUA, com estimativas de impacto entre US$ 7 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

O embate entre Haddad e Tarcísio revela mais do que uma simples divergência política; é um reflexo das tensões geopolíticas e econômicas que se intensificaram com a política comercial agressiva dos EUA. Haddad optou por uma narrativa de união nacional contra o “agressor”, uma estratégia que busca capitalizar politicamente a insatisfação com as tarifas americanas e posicionar-se como defensor dos interesses brasileiros. Já Tarcísio, ao focar em medidas práticas como a antecipação de créditos tributários, tenta se mostrar como um gestor eficiente em um momento de crise, especialmente para São Paulo, estado mais afetado por ser um grande exportador. O timing do debate não é coincidência: as tarifas foram impostas em julho, e as eleições estaduais aproximam-se. Ambos os candidatos estão usando o tema para consolidar suas bases eleitorais — Haddad busca fortalecer sua imagem como líder nacionalista, enquanto Tarcísio reforça sua imagem de gestor técnico. A disputa também reflete a polarização política no Brasil, com cada lado tentando vincular o outro à figura de Trump, seja pelo boné MAGA ou pela acusação de “apoiar o agressor”.

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