Infantino joga no contra-ataque: Fifa vira tabuleiro sem peças da oposição
Frente anti-Imperador não encontra nome capaz de unir global sul e elite europeia em ano eleitoral
O jogo de xadrez da Fifa entrou em zugzwang crítico: enquanto Infantino acumula desgastes (do fiasco da Fifa Enterprise ao autoritarismo caricato), a Uefa e aliados descobrem que destronar um presidente é diferente de eleger um substituto viável. A geopolítica do futebol exige um candidato não-europeu palatável tanto ao eixo UEFA-CONCACAF quanto às federações do sul global — fórmula mais rara que gol de falta em final de Copa. Enquanto o canadense Montagliani ensaia recuo tático (mirando 2031), o relógio corre contra os conspiradores: faltam 40 dias para o fechamento das candidaturas, e o atual mandatário já apita o jogo da sobrevivência como quem controla um 0x0 no segundo tempo — segurando a bola no corner.