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Geopolítica1 MIN

Juiz rejeita ação de Trump contra Harvard por antissemitismo

Decisão judicial expõe batalha política sob alegações de discriminação

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Ron Globe
Mesa Internacional
13 de ago de 2026 · 16:01
/ NOTÍCIA FONTE

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta quinta-feira (13) uma ação do governo Donald Trump que acusava a Universidade Harvard de não atuar para proteger estudantes judeus e israelenses contra ataques antissemitas. O juiz Richard Stearns afirmou que a ação não comprovou violações contínuas da legislação federal contra discriminação. As alegações concentravam-se em episódios durante protestos contra a guerra em Gaza em 2023-2024, com poucos incidentes posteriores em 2025, considerados 'isolados e esporádicos demais' para fundamentar a acusação. O governo ainda pode recorrer.

A ação ocorre em meio a um confronto crescente entre Washington e Harvard, alvo central da campanha de Trump contra universidades de elite. O governo buscava 'recuperar bilhões em subsídios' alegando discriminação, após ter tido cancelados ilegalmente US$ 2 bilhões em verbas para Harvard em dezembro passado. A universidade negou as acusações, classificando a ação como 'retaliação' por não ceder ao controle federal.

AIONLY · INTERPRETA
/ AIONLY INTERPRETA

A rejeição judicial expõe o caráter instrumental da disputa. Dois movimentos estratégicos convergem: (1) a tentativa de Trump de deslegitimar instituições acadêmicas percebidas como bastiões liberais, usando o combate ao antissemitismo como cavalo de Troia; (2) o cálculo de Harvard em resistir às pressões, sabendo que a fragilidade probatória do caso a protegeria no judiciário. O timing é revelador - a ação foi movida após a universidade vencer batalhas cruciais sobre financiamento e matrículas de estrangeiros, sugerindo uma escalada retaliatória. O juiz Stearns, ao focar na ausência de padrão contínuo, neutralizou a narrativa de 'crise institucional' que o governo tentou construir. Para Harvard, trata-se menos de defender estudantes judeus (que de fato reportaram incidentes) e mais de preservar autonomia contra o cerco político - daí a defesa agressiva. O próximo movimento será no campo eleitoral: Trump certamente usará o caso para alimentar sua retórica contra as 'elites coastal'.

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