Mazzola: O eterno filho da Inter, que vestiu a camisa como segunda pele
Lenda italiana marcou época com futebol certeiro e lealdade rara à Inter de Milão. Morreu aos 83, deixando legado além dos gols
Sandro Mazzola não foi apenas um grande jogador, foi a própria encarnação da Inter de Milão. Filho de outra tragédia do futebol italiano — seu pai morreu no acidente aéreo de Superga em 1949 —, Mazzola entrou ainda menino no clube e nunca mais o deixou. Em 17 anos de carreira, todos vestindo o manto nerazzurro, fez história com 158 gols, quatro títulos italianos e duas Copas da Europa. Ícone da equipe nos anos 60, Mazzola tinha estilo de jogo preciso, quase cirúrgico, que o levou também a ser peça-chave da seleção italiana campeã da Euro 1968. Após pendurar as chuteiras, seguiu nos bastidores da Inter e até assumiu cargo no Torino, clube de seu pai, fechando um ciclo que começou em sofrimento e terminou em redenção. Mazzola não era apenas um craque, era um símbolo de lealdade no futebol cada vez mais mercenário. Na arquibancada hoje, os torcedores da Inter choram mais que a perda de um ídolo: choram o fim de uma era de jogadores que vestiam a camisa como segunda pele.