Nike em queda: do S&P 100 ao ostracismo cultural
Crise financeira e fuga de astros como Mbappé expõem marca que perdeu o zeitgeist
A Nike escalou rápido, mas a queda foi mais veloz. Da elite do S&P 100 para o segundo time do S&P 500 em uma década, a marca que ditava regras agora vive de planos de corte (US$ 2,5 bi) e vazios de estrelas — Mbappé trocou o swoosh pela On, ironicamente fundada por um ex-funcionário da Nike. Nas pistas, o vexame: rivais quebraram a barreira das 2h na maratona de Londres, meta que a Nike persegue desde 2017 sem sucesso. Até os sneakerheads — como Bobbito Garcia — estão abandonando o barco após polêmicas culturais. O diagnóstico da The Economist é preciso: a Nike ainda vende mais que rivais, mas perdeu o 'it' que a tornava desejável. Resta saber se o novo técnico — o CEO — conseguirá o milagre de resgatar uma marca que confundiu tamanho com relevância.