Nova York derruba rede de sites de pornografia deepfake com 1.200 vítimas
Ação visa plataformas que comercializavam imagens íntimas não consensuais de celebridades geradas por IA
A Promotoria do Distrito de Manhattan derrubou 12 sites que hospedavam e comercializavam pornografia deepfake envolvendo celebridades sem consentimento. Os alvos principais eram mulheres famosas - atrizes, políticas, atletas e influenciadoras digitais - com cerca de 1.200 vítimas identificadas. Os sites ofereciam vídeos hiper-realistas gerados por IA, explicitamente anunciados como 'pornografia deepfake de famosas'. Segundo o promotor Alvin Bragg Jr., as empresas por trás desses sites lucravam com a disseminação de material íntimo não consensual, causando danos emocionais e profissionais às vítimas. A investigação continua, com monitoramento para evitar que os sites ressurgiram sob novos domínios.
A ação de Nova York revela três camadas da economia dos deepfakes: (1) a concentração técnica - enquanto ferramentas de geração se democratizam, a produção em escala ainda requer infraestrutura visível; (2) o modelo de negócios - os 12 sites derrubados funcionavam como marketplaces, não como geradores, mostrando especialização na distribuição; (3) o alvo estratégico - escolher Manhattan como jurisdição permite atingir tanto hospedagem quanto processamento de pagamentos. O timing coincide com a pressão de grupos feministas por regulação específica após casos recentes de deepfakes contra candidatas políticas. A ação também sinaliza para plataformas de IA: empresas estabelecidas podem esperar maior escrutínio sobre como suas APIs são usadas em aplicações downstream.