Pesquisa Datafolha mostra aumento do pessimismo às vésperas das eleições
43% dos brasileiros se declaram pessimistas, enquanto otimistas caem para 35%.
Uma pesquisa Datafolha realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro revela um aumento significativo do pessimismo entre os eleitores brasileiros às vésperas das eleições. O levantamento mostra que 43% dos entrevistados se classificam como pessimistas, um aumento em relação aos 37% registrados em pesquisa anterior, realizada entre 15 e 17 de setembro. Paralelamente, o número de otimistas caiu de 43% para 35%, enquanto os hesitantes subiram de 20% para 22%. A sondagem, contratada pela Folha e pela TV Globo, ouviu 2.506 eleitores com 16 anos ou mais em 152 municípios e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026. Quando questionados sobre seus sentimentos em relação ao Brasil atual, 69% dos entrevistados afirmaram se sentir inseguros, enquanto apenas 29% disseram se sentir seguros. Além disso, 62% indicaram desânimo, contra 36% que se declararam animados. Em relação ao futuro, 57% afirmaram ter medo, enquanto 41% expressaram confiança. O estudo também abordou sentimentos como raiva/tranquilidade e medo/esperança, com resultados equilibrados nesses quesitos.
O aumento do pessimismo registrado pela pesquisa Datafolha às vésperas das eleições não é apenas um reflexo do momento político, mas um sinal de desgaste acumulado. O timing da divulgação, próxima ao primeiro turno, sugere uma tentativa de influenciar o debate público e pressionar candidatos a reagir ao clima de insatisfação. A queda nos índices de otimismo e o aumento dos hesitantes refletem uma sociedade polarizada e incerta, onde a confiança em soluções políticas está em baixa. A escolha das emoções pesquisadas — segurança, ânimo, medo e confiança — não é casual; são temas centrais para qualquer plataforma eleitoral que pretenda conquistar eleitores. A contratação da pesquisa por Folha e TV Globo, dois dos principais veículos de comunicação do país, indica um interesse em moldar a narrativa eleitoral, potencialmente impactando o comportamento de voto. O aumento do pessimismo pode ser lido como um alerta aos candidatos sobre a necessidade de propostas concretas que enderecem essas preocupações, sob o risco de verem sua base de apoio erodir ainda mais.