São Paulo entre burocracia e gramado: o teatro dos atrasos segundo Rafael
Goleiro admite incômodo com salários em atraso, mas nega crise e elogia gestão de Dorival em meio ao caos político do clube
Rafael vestiu a camisa 23 e a máscara de diplomata na zona mista. O goleiro do São Paulo oscilou entre a franqueza do assalariado e o discurso do funcionário público ao comentar os atrasos salariais no clube. A fala foi um acrobata - reconheceu o incômodo, mas negou o tom de crise. O timing não poderia ser mais teatral: dois dias de atraso no pagamento de agosto, impeachment de Julio Casares no passado recente e eleições previstas para o fim do ano. Enquanto o elenco se diz compreensivo com a 'situação difícil', o Brasileirão mostra um São Paulo medíocre - 11º lugar com 36 pontos em 28 rodadas. Dorival segue sendo o bode expiatório perfeito, elogiado pela gestão num cenário onde futebol e finanças dançam uma valsa descompassada. O próximo ato será contra o Santos, mas a peça real acontece nos bastidores.